10 de abr. de 2010

Trapiche






Nau. Moral. Nuvem.
Estampa.

O que foi que eu fiz?
Cresci,,, encolhi?

Orçando alto as suas 
desventuras, sumindo devagar 
entre as suas revoluções. 
Curvando-me aos encontros  
sempre engano...
Concedidos 
por teu mesquinho gelo.
Antes de ir por aí...
Mesmo assim eu quis 
estampar esse ajuste
como um meio de manter 
minha primeira classe.
De guardar minha sorte. 
Solteiro, sem norte.

Abre o céu
num relance vejo
o que é sempre norma.

Numa estranha pertencença
saboreando os delírios
deslizando devagar
na paisagem. Feito aposta.

Insolúveis
uns
sons são
trocados.
Aqui.
Num barco ébrio
sem passado.

Aporto meu cinismo
por entre as pegadas.
Soberbas.




















Ilha das cabras.21

9 de mar. de 2010

Cabra No rato














Preciso
sendo, desejo
ser libertado.



‘’
Só fiz o que era muito importante, 
pra vc
já passou...

Eu monto outros dragões...



Vázea do Rio Açu. 21
Vide: Honorato

19 de fev. de 2010










Tão     


                                                       

estranho 



esse que








abusando do redondo sonho





varou noites






Refazendo



26 de jan. de 2010







à porta via você a muitas luzes acesas



à porta livre-se do dissabor
que dobra a calda

e expõe seus mastros



a porta esconde da aurora
seus dedos nivelando espelhos



aporta






15 de jan. de 2010

:)







Diz-me sábia razão:



O que lida

com os segredos

d’aluna alma?









Congela outra imagem, tortura a fé com espinhos alheios 
e clama a vingança dos justos. 


Festa em vê:

Perdão!

Dizendo ainda parece medonho dissabor.


Metendo nos olhos a graça
prolongada onde abisma.

Mede, acalma e
mostra a que veio.

Madeira tem lei.






7 de jan. de 2010

Feliz Ano Novo !



Nunca esqueça, 
na memória o passado antecipando 
um amor que guardado liberta a paixão. 
Um laço em frente ao janota.
Eu sou o único...


Primeiro o sentimento, tornado em vão.
Na promessa liberta, é um absurdo, 
fala devagar entre as sobremesas
desfaz as grades, pois veja, um brilho almeja.


Inautêntico p.s. pra M.A.S.S. .34 [251]


Já pensou que beleza de dia é quando chove e molha tudo?
Depois vem nascendo uma vida arrastando um verde que flori, não sem razão. Ele sabe que o amor é sempre mais amplo estirado ao chão, no campo, entre nós.

Dorme antes onde pede pra voltar.
E passa devagar, bem demais,
expondo os pedidos na razão do sorrir,
abraçando seu coração.
Porque foi antes, foi antes, solução.
Pra minha dúvida despertar porque 
você foi antes, antes de sair, sair 
por aí, antes do fim. Num fim.


22 de dez. de 2009

Uns textos Vintage... Só pra lembrar de rir! Numas Boas Festas que exploram...





 Tato aéreo 1
 Enigmas Sondáveis dos Espaços!


Já é quase carnaval e, até agora, ainda não escutei nem de Kubric a frase/conclusão que faria rir todo o espaço: - Se você não consegue dormir, e suas noites são em claro, não foi por causa da invenção do fogão; não foi porque inventaram o forno de micro-ondas ou a TV de plasma. Se as outras teorias seriam fracas em relação aos desmantelos próprios e provenientes do ópio televisivo(um clichê!), seriam gastos milhões pra ajeitar o modelo do pão(francês?) e a roupa de peles de todos os São João Batista. Dizem que por enquanto é queimar calorias em efeito estufa, depois nos faltaria água potável e espero francamente que pelo menos em Tylor eu encontre explicação pra ser calçada de vermes. Ou pelo menos indiquem soluções para os problemas vistos do espaço, já que aqui na terra...
Milhões de pessoas me ligam, querem, assim como nós, saber o que será feito de todas essas obras de arte depois que a civilização “humana” ruir. Sinceramente não vejo falha nos seguros e lhes asseguro: o que os olhos não assistem, o coração é que sente. A falta de atrativos faria da guerra ocupação, e um dado muito novo e longuíssimo nos faz de idiotas antes de primeiro de Abril. Certamente que prefiro viver queimando que morrer de tédio, onde o rádio e a internet só dizem o que queremos ouvir, e minha namorada prefere assistir 2caras(uma novela) a se deitar de rede no oitão comigo e esperar pra vê as estrelas caírem. Acho que não tem jeito pra nós, meu pai falou em eu lhe dar sossego (a ela) e pensei secamente, desistir dessa estória de casal, vai faltar água pra lavar direito tantas bocas sujas. Tão fraco de ti. Se comporte. ! Beijo






Tato aéreo 92
Enigmas Sondáveis dos Espaços !


Pensamos em futuro com uma imensidão de dados que fogem ao controle da racionalidade. Precisamos demais de mais ferramentas construtivas, é como um adorável luxo que perseguimos o dia de amanhã. Nada mais marcante que esses telefones pessoais, celulares, o que seja. Existe todo um futuro à coletividade amparado nesse conceito de individual. Telefonemas futuristas, ou telefônicos de futuro, exigem da micro tecnologia cápsulas cada vez menores e cheias de funções. Estão, ou deveriam está, interligados telefones, PC’s, TV, internet, músicas, estações de rádio, cartões de crédito, radares, satélites de localização, dados e notícias: tudo isso ligado ao seu carro, a sua casa, trabalho... A coisa é séria.
A tecnologia da informação e para comunicação estão se unido outra vez. O privado e o público. Teve um tempo em que um homem só, o Tantan, era telefone, carteiro, jornalista, ensaísta, rádio, fofoqueiro. Hoje, com essa concepção de tecnologia/mídia unificada a um só aparelho, estamos todos autorizados a ser Tantans. A informação corre rápido pelas linhas telefônicas, estamos sujeitos a virar notícia, qualquer um de nós, a fazermos história, qualquer um de nós, sendo repórter, câmera-man, todos nós. Prosseguimos no tempo para o espetáculo, não somos apenas expectadores, fazemos o fato. Quantos empregos são gerados nessa fornada... Qual a sua profissão? –Eu sou garçom e repórter free. Qual a sua? –Sou advogado e repórter liberal, cubro todo tipo de evento. Sou turista, artista e repórter, eu faço o furo. Pois é! Muito cuidado, a intenção da notícia é virar caso, ops! Fato. Essa tecnologia toda a mão nos dá um futuro, a notícia ficou mais limpa, é repassada de opinião em opinião. Sem redação ou quebra de galho, uma mão molha a outra. Telefono-lhe as 4 da madruga convidando pra uma festa e você me conta a ultima quente sobre o quê? –Sobre vc! Vou a padaria comprar cigarros e viro a âncora do jornal na TV. E agora que todo mobille, adoro esse nome, acerta o rádio, os mass-médias, somos todos artistas da multimídia. A situação faz o patrão.
Concorrem ao estrelato vários tipos de atitudes. Seu cachorro se engasgou? Sua sogra tá pelada andando de patins pela sala? Seu vizinho tomou demais e resolveu ser o Rambo? Bom... Tem horas que vc tem que ter umas músicas arquivadas no micromobillemam (meu novo nome para o fonecameratelediscmamgpspc de bolso) pra fugir de cena ouvindo Cartola sepultando um moinho, ou quem sabe então pegar o metrô escutando Rorô. Adoro ouvir Björk cantando, bem alto, Dull flame of desire atravessando de bike as notícias, sendo notícia. Eu sou um astro. Deixe star!


Escavado do Museo Aerostato.



3 de dez. de 2009







Introduz

um pensar
Bem perto.

Éden. 28 [detalhe]



Fecha os olhos
na ordem
atalhando a sorte.


É preciso
refazer...
Que lindo!
Encanta
somando
e entregando
um sentido.


No canto.


20 de nov. de 2009







A vida combalida
presa nessa estrutura.
Aos fatos endividados.
Passei tanto dos desejos que eles agora são estrelas no céu de nossas noites. Canto, migrando entre as aspas.
...
Não vou Insistir? Pra que me digam coisas... Tudo novamente são coisas? Num espesso espaço onde há visão... restaurando os cacos?
Antes que me venham as escolhas estou prestes a concentrar num verso o que mesmo a sombra espalha em seus conselhos.
Não dá pra ver que as estrelas têm um brilho molhado quando chove?
Perceba, existe um grande elo abraçando num amor que não rareia.
Escolhe a estrada mais bonita, sustentando num vínculo, as soluções mapeia. Naquele logotipo de herói que abraça os abraços...

Idem...

Participar antecipando os votos certamente cedidos nessas linhas na intenção para sempre distinta. Graças ao desejo entre o cuidado e o que lhe toque nesta canção. Prêmios te dão!

12 de nov. de 2009

Água, meus netinhos...





Aerostato 93
Arte no Homem do Vale





Dizemos que tudo vai bem, isso me cheira a tédio.

Antes do amanhecer alguns muitos milhares de litros do precioso líquido escorrerão, aos pingos, lentamente, pelo ralo.
Em poucos dias de espontânea pesquisa voluntária e imprecisa, em ambientes públicos, em casas de amigos, em lojas e pelas ruas, chego à óbvia conclusão de que além do brio elegante e individual dos comprometidos com as futuras gerações, de que apesar das campanhas planetárias milionárias, dos esforços máximos de conscientização de que passaremos sede num futuro próximo, a ficha ainda não caiu completamente e todo esforço ainda escorre pelos esgotos. Na minha rua tem um cano da Cia hídrica escorrendo há três semanas, sem parar. Numa boa e confortável casa de um amigo a torneira do jardim já tem um tema de muitas farras que não fecha completamente. Na loja de molduras a torneira do WC é uma fonte há semanas... Isso sendo sucinto. E além de todos os avisos, apesar de todas as piadas, falta sempre uma rolha, um encanador ao nobre serviço nesse enredo.


Tem cabimento que cheguemos ao restaurante à hora do almoço acompanhados de um reparo de torneira e de uma chave inglesa?


Tem condições um cidadão sair e chegar em casa todos os dias com um lago imundo a beira da calçada?


Há dias em que acordo e penso numa nova dimensão, resolvo diletantemente o que vou observar dentro de um tema previsto. Nisso eu já pesquisei as áreas de concentração preferencial de desocupados, em frente aos bancos vence; os locais aonde fica mais lixo jogado à toa, e as cercanias das escolas ganharam de assombro... Semana passada era para minha atenção um deleite observar a indiferença dos humanos com o bom dia feliz que ofertamos por graça, foi assim que um amigo me contou uma história dele que fez rir, pelo desgosto:
Ele passava sempre no caminho ao trabalho por certa calçada e, como é seu costume, aos que nela estavam sentados, pessoas aparentemente sadias e bem nascidas, desejava bom dia, boa noite, agradável. De simples o cumprimento foi ficando, com o passar dos dias, mais sonoro, “Eu pensei, escutam pouco...”. Até que depois de meses nessa elegância, sem pretensão, ele disse que parou um pouco, olhou atentamente aquelas pessoas e olhos nos olhos de uma delas disse boa noite, essa superou as expectativas, virou-lhe a cara. No outro dia na passagem pela calçada ele fez sua escapada, simulou uma topada, numa pedra, e gritou alto as mais feias palavras, “...e fui dizendo todos os palavrões mais feios que eu vinha aprendendo desde que minha mãe lavou minha boca em criança.”
Então, precisamos urgente dizer tudo outra vez:


Esse líquido é precioso, ele não nos pertence, embora pagar uma conta mensal nos faça esnobá-lo. A nobreza tradicional do ciclo da água existe há milênios, e está sendo poluído pelo seu luxo, adulterado pelo seu descaso, somente o seu juízo de sobrevivência irá recuperá-lo. Precisamos deste precioso líquido limpo, e seu dinheiro não vai comprá-lo.


Essas lagoas são o sustento à beleza dessas paisagens. A água é mãe da vida. Esse rio é o lugar mais sagrado deste vale. Eu não sei se vc levaria lixo para a sua igreja, para o seu templo de oração...

Ofertamos melhor a consciência daquilo que somos.
Sendo a perfeita semelhança do que ofertamos.

Ajeite, sem hora, a voz!


28 de out. de 2009

Rrose se alive!









Não me fale de política, eu tenho cisma com essa mania de poder.
Embora a política me falando com amor eu dispenso, num favor, na eleição dos carinhos meus, sorteados.
Aí Chegou vc pensando em ficar, para sempre fria, em botão.
Quero antes poder falar com paixão das coisas que sei – inventei – vivi – senti...
Usando uma beleza em sorriso de chamar sua atenção. Coisa que eu sei. Vivendo assim feito um amor de revista. Que eu sei. Assim florido como cortina de chita, eu sei. Fazer desse amor uma enorme oração sem começo nem fim... Sendo dois?


Istmo



Tens

normais qualidades

te abusam.


Aos jornais

o medonho nojo

aos normais

te acusam.



para Vaguinho, camarada:






Nada subtrai o elo em segredo entre as duas pessoas...
 Pedra em que nenhum sábio lerá nas entrelinhas.




vago demais
sem saber
sem explicar
sem ver

rapaz que coisa
sempre esse hábito de fugir
antecipando um fim
atravessando a vida
partindo para sempre
sem dizer o porquê
vc quis fugir
sem explicar
antecipando uma ida
nesse vago que fez
ficou uma falha

era minha ilusão
que contássemos a história
era nossa missão
num sorriso sem fim
naquele alegre sonho
contando nós todos
antigos na vida

fiquei sem entender
o que faz a razão
nestes dias em que
a explicação
implode sem dados
calam num absurdo

seu corpo podre e mudo jaz
neste lacrado caixão
que a toa ignoras

deixa um lembrete
um recado em provisão:

estimamos o futuro
como num rumance
de livro guardado
colecionamos os fatos
esquecemos os fardos
e vamos vivendo
num conto rápido
que não nos espera
e invade nossas casas
à hora da mesa



8 de set. de 2009

ZEN






Sente o momento
é a sequencia nobre de gentilezas com nós mesmos que aponta as ondas solícitas do destino recuperando o amor [da pressa] [na pressa] [há pressa] saindo devagar com nossas alegrias e dores aos recantos de nossa imensidão.
Chamam a isso alma, a consequência dos nossos altos e baixos [desafinação – afinação] [duvidas? Certezas!] alterando paradigmas, respeitando o limite da antecipação dos fatos,
jamais sofrer ansioso!

Quisera abstrair numa melodia
vaidosa e simples
a atenção
expulsando num ruído esses...
Com os grilos no canto

Queira devotar uma oração
[especial e relaxada]
analisando e agradecendo
com vírgulas, sem ponto:
tudo preto no branco!

Quero alimentar-me da solução precisa
sustentando na habilidade
um barroco , consentido,
com os sentidos abraçando a Paz
feita de presentes
no momento presente!

Pressentir Criaturas
que fizeram de seus anseios
revolução para todos
dia após dia

Sendo um e muitos
dia a dia
desperto!



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