28 de dez. de 2010

do ano 24

                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                  



[há12 anos conheci esse rapaz 

ele sempre tinha esse olhar de festa,
 mesmo em clima de desespero...]



-  “Ainda é vento que dizem...”
-  “ Estragam a sorte.”

Jamais calo a beira do corpo 
que é saboroso e bendito.
Já que tudo transformou a festa 
em obscura passagem, volante visão, 
destino essas poucas gotas de olhos 
que ainda virão a vê-lo. Sorrindo.
Sei como é pequeno estampar a distância 
com escamas grudando e devagar voltando 
pra outro mesmo meio. 
Sei, ainda a pouco estava sem ti...
Somente a memória apavora. 
Estrago os espinhos com beijos. 
Distante, remorso a manhã. 
Imensidão do olhar. 
Vontade de tragar. 
Ostra. Maduro.






Há um silêncio,
uma escalada duramente
castigada por ti.

Um desejo recorrente, reparado.

Onde mostrar defeitos
parou.
Onde ancora esse barco
desenhado.

Aonde fabricam essa música
que ousa?

Que arqueólogo inoportuno que funda...

20 de nov. de 2010

O Mago

...








an.mago

Comecei o design desta carta de tarot muito por vontade de testar o intercâmbio de alguns novos, para mim, programas de tratamento de imagens... E como pesquei na Net muitos arquivos, arquétipos e alheios, me senti no dever de compartilhar aqui no Aerostato com todos.
Precisamente, esse arquétipo inteiro me chegou há mais ou menos um ano, casual e normalmente como é tradição. Costumo, até por instinto, ter a noção mais ou menos exata de que se algo me eleva o pensamento merece minha atenção. Antes esse surto veio num sonho, passei alguns muitos anos impressionado com uma carta que vi primeiro dormindo, e somente depois cheguei a ver realmente, era a carta do enforcado, mas, isso já passou. 
O tarot como oráculo tem um sentido para mim que não diz respeito somente para à consulta ou o jogo,  costumo montar um quebra-cabeça abstrato, e absurdo à leitura dos outros, com certas estrelas do acaso que me fascinam e me dão uma margem enorme para a imaginação.

Renovando os símbolos das cartas tradicionais, e respeitando o conceito do Sendo, é possível obter um rico material subliminar. Como não me apeguei à leitura completa dos objetos símbolos dos baralhos já clássicos faltou a adição da simbologia da espada o que, francamente, só descobri numa pesquisa depois que montei a ilustração. Tento manter o privilégio de pensar que vigor sexual e animus podem ser simbolizados doutro modo... e o verbo se faz mais carne com a verve.
Assim...
Penso lendo a imagem agora: muito mais que um Mago resolvendo problemas de ordem pessoal ou defendendo uma ordem, vejo que um xaman de verdade tem que pensar no todo, integrado ao ciclo da vida, filho, entrelaçado ao cosmo, naturalmente.

Veja outras parábolas sobre esse arquétipo:
Segundo os estudiosos do Tarô, a carta do Mago dá início à caminhada espiritual. Indica sempre que algo novo está a começar. Tem uma mesa à sua frente, onde se podem ver quatro objetos simbólicos: uma taça, um punhal, um pergaminho e uma moeda, que pode ter a imagem do pentagrama. Parece que precisa de ajuda superior para tomar uma decisão e por isso ergue um pequeno bastão para o alto, captando energia e dirigindo-a para baixo, com a outra mão. É como se ele fosse o elo entre as energias divinas e o mundo material, mas precisa de ajuda porque ainda é um aprendiz. O punhal é o símbolo da luta, da energia sexual, do poder e da vitória. A moeda é o símbolo do mundo material, dos bens e do dinheiro. O pergaminho é a inteligência, o estudo, a espiritualidade. A taça, por sua vez, simboliza as emoções, o amor, o coração, a sensibilidade. O bastão é o símbolo da vontade e da sabedoria. Na caminhada espiritual, o Mago representa o ponto de partida e a necessidade de fazer uma canalização de vibrações superiores para poder realizar uma evolução.

Mensagem:
Representa o poder da mente em direcionar um projeto com maestria, concentrando esforços e inteligência para um determinado fim. Representa também a concentração sem esforço, pois trabalha e cria com naturalidade e espontaneidade. Pode representar ainda como uma necessidade de tomar uma iniciativa imediatamente, de ousar mais.
O Mago é o primeiro arcano maior do tarô, sendo um arquétipo representado na carta por um adolescente, que tem um longo caminho a percorrer. Normalmente, tem sobre a sua cabeça o símbolo do infinito, o oito invertido, lenmiscata - dadas as inúmeras possibilidades e oportunidades que tem à sua frente.
Esta carta tem o número 1 e a letra hebraica Aleph.

Simbologia Clássica: 

Início, maestria, objetividade.

INICIATIVA.HABILIDADE.ORIGINALIDADE
LIDERANÇA.CRIATIVIDADE
AUTOCONFIANÇA.DETERMINAÇÃO

ASPECTOS POSITIVOS: Novas possibilidades, novos inícios, coisas novas, circunstâncias e pessoas novas e/ou diferentes estão para surgir em sua vida. Você estará diante dos primeiros passos para começar algo, que pode ser um projeto, um novo emprego, um sonho, uma inspiração, uma nova pessoa que aparece em sua vida, etc.. Será preciso, porém, agir e saber agir, já que se nada fizer boas oportunidades, em um ou mais setores da sua vida, poderão ser perdidas. Se for preciso, tome a iniciativa diante de uma situação favorável. Use toda sua criatividade e imaginação para alcançar seus objetivos e não deixe de lado a determinação.

ASPECTOS NEGATIVOS: Pode ser que você esteja passando por uma fase de insegurança e indecisão diante de novos acontecimentos ou novas possibilidades. É preciso esfriar a cabeça e analisar friamente todas as possibilidades e assim tomar a melhor iniciativa para dar início a uma nova etapa de sua vida. Atenção para não ficar entre a fronteira da insegurança, e indecisão, e a da ação. Não tenha preguiça nem negligencie responsabilidades. Não deixe para amanhã o que pode fazer hoje.

RELACIONAMENTOS: A tendência é  a de tomar consciência de que tem vários potenciais e habilidades a sua disposição que pode, e deve, usar em seu próprio benefício e em benefício dos outros. Aproveite esse período de sua vida para iniciar novos relacionamentos e/ou estabilizar os já existentes, pois você estará exalando um forte poder de atração capaz de influenciar ou seduzir os outros. Uma nova pessoa pode aparecer em sua vida, seja no setor afetivo ou no profissional/financeiro.

PROFISSÃO E DINHEIRO: Também nesses setores novas possibilidades tendem a surgir. Todas as chances devem ser bem aproveitadas, agarradas se necessário. Será preciso agir para que circunstâncias favoráveis não se percam por negligência, preguiça ou usando de seus potenciais de maneira destrutiva, tanto em relação aos outros, mas principalmente, em relação a si mesmo. Cuidado com qualquer atividade ilícita, pois poderá ter problemas nesse sentido.


Sempre tenho a idéia de que inconscientemente somos mais ricos de valores que aprofundam nossa realidade. Neste vasto coletivo, onde mesmo os vegetais e minerais fazem drama, somar experiente ação com a noção básica de que somos sempre aprendizes, dá mais cor à trama.
Com esta pescaria a posteriore descobri que meu instinto somou certos símbolos a ilustração que eu nem sonhava em coincidir com as centenas de baralhos que existem pelo mundo!


E fiquei com a idéia de fazer um tarot prum futuro... 









































9 de nov. de 2010

[“os animais iam à flora...”]





Comoção sem quê
nessa estrada

Varo o dia




Arregaço

Com ou sem

Tesão

Existe
um lamento
Lamento
rola em azul torpor
feito
estrelas brincam
brincam
na cacimba
dia molho mais
não paro de ralhar
gostoso
feitio responsável
na turba

Não parece
Atrapalho
Peguei esse carro
essa nave, esse barco
numa noite quê
meio dia era visto
nessa lua bem alta
em flocos
se desfazendo
uma nuvem
alargava a escuridão

E vc sempre seria
uma estrela...
Vagas na escuridão
guiam seus passos.

Todo o céu é marinho
tolo véu
que forma em escuro
a sua paisagem.

Só – Escuridade
Ouvi conselhos
mas, todos eram só
Atrapalho
tem mas não!



Gozei um bocado
Meus manos
Evadidos



Num gole um desejo
um desejo de encurtar
minha pele através de ti
["uma faísca dos teus zóios
veio fazer beira no meu tesão"]
Prometendo
sincero só, já
fulgindo 
aqui de fora

Nunca me engano
da hora Senhora...
Eu vou partir num canto
minha sorte tem hora.

E antes da manhã
eles disseram
melhor partir
nessa  estrela


E é bom
é  como existe
Iludido
essa estória de dor
a solidão já carrega
passa a cura
tristeza cai no poço
ao sol do meio dia

Um vento à venta
tenho
[“os animais iam à flora...”]







Não tenho
nenhuma vontade de partir...




.34









26 de ago. de 2010

Editando o ano 35...


Mais que onda
restando
perseguida nessa menção.

Cabe ao mesmo infinito
sugerir que se queira mais,
destacando uma ampla teia
na visão.

Entre as frases
relatamos isso
mesmo que vc lembrou...

Antes de virar pelo avesso
a narração tardia, preste atenção
em quanta utilidade existe em não macular
num assombroso escândalo
aquilo que adverte a pressa.
Advêm da prece num ainda bem,
os mais tormentosos amparos,
de estação do orvalho.

Porém,




Liberdade
fala
coragem
num erotismo
humorado
sensual



E vem...
amarga
com o passado almeja
vazia com sua busca, tentando
me extirpar. Imolando a afeição.

Fadado a muitas festas
lhe explico com vontade de rir,
de ti, desse teu cheiro de burra na chuva.
A solidão desses dias pode ser uma miragem
mas a noite traz vontades
cópias nuns desejos
de sua vulva em meus lençóis.
Calma, só ela, permitida a caprichos que a excitação explora.

Fadado a ir devagar, sem essas palavras tolas que tua veia solta
e maluca às vezes é como uma falta de ar no meio da música.

Meticuloso, pacientemente vou testando,
digitalmente procurando encontrar
um ponto que seja o G
de geral.

Desligando na tecla,
o que te faz de besta.


Estou há alguns dias sem escrever, nesse caderno que marca o ano 35 de minha vida, ainda sem versos que me façam saber que vivo alguma experiência num sentimento profundo.
Estou há alguns dias sem dizer aqui nessas páginas algo que valha a pena. Valer a pena talvez seja exatamente isto na origem do termo. Apontar sem arestas o sentimento que nobre, encobre pelas horas invisíveis e implacáveis os jatos de simples, soberba.
Cruel em seu termo, sem volta. Não é diferente da época em que escrevendo eu seria mais amplo. Estou há alguns dias sem uma frase que faça diferença em minha vida. No vasto de minhas lembranças o poeta anda exilado. Viajando em passos lentos, noutra dimensão...
E me quer deserto dos versos que antecedem a liberdade da ação e dinamiza a minha oferta, seja bruta ou sendo reta. O deserto árido em que fugiriam até mesmo as feras, querendo outro ponto de contato com o implorado verso vindo do fundo de um teimoso. Coração, comum mendigo, impaciente espero as palavras, em fascinante estatura que escorre sem pranto. Ou da alegria que é turbilhão e não dorme.
Correspondendo a tudo em cima do anseio avisto outro sorriso correspondendo a tudo, participando sem meias palavras. Encontrei motivos, fiz meu recado, antecipando os votos marejando na manhã... Eram diversos.
Atravessando o encontro em que fabulam temporãs frases que nunca se perdem na memória, iluminando a atenção, noutra canção posta a pressa.
Diz na verdade mas, para.
Brita todo o porém, brita a hora. Não convém ao desabafo, clareia na mentalidade, a causa.
Assinalando, aproveitando essa marcada aposta anunciando seu espírito alarga, assinalando a passagem anuncia seus votos, seus recados, de partir...
Brita a norma, convém ao desabafo e clareia a mentalidade na causa, acalma.


...

25 de jul. de 2010

de Torat...




Eu pesco de novo
todos os alvos da soberba,
a onda invisível do destino...
A florada e seca.

Prestes a naufragar
e me dividir, sem domar.

Dei-me o vencido
pela dimensão
das palavras
em que chafurdam
novos símbolos
aguardando ofertam
à trivial teima numa certeza
se estende na ocasião.


Os tratados na feitura
ao sol caminhamos
abaixo
ainda caminhamos nesse sol.
Absorvendo os signos
que nos sobraram
como legado,
propriedades do caso/coro.

Solto
nosso amor constrói
seus vaidosos motivos
pra que as horas enganchem
e eu possa ao menos te dar
um beijo de novela.

Novos símbolos
aguardando ofertam
na trivial teima
uma certeza
se estende na ocasião.


Os tratados na feitura
ao sol caminhamos
abaixo



ainda caminhamos
nesse sol.
Absorvendo os signos
que nos sobrarão
como legado
propriedades
do coro.


Solto nosso amor
constrói à parte
seus vaidosos motivos
em gestos.

Não restamos ignorados
na evasão dos dias
assumindo a telúrica
iluminação de não
pertencer a causa estranha
que confiando a coragem
aos dessemelhantes
escraviza a nós

[tenho sempre o trabalho - está feito!]


mesmo
como um jovem
seguro
jamais se explora
o que está guardado.


Espera-se da confusão
[dissipa o sentido]
ao momento
pra que as horas 
enganchem
e eu possa 
ao menos 
te dar
um beijo de novela. 


E...

Eu pesco de novo
todos os alvos da soberba,
a onda invisível do destino...


Aflorada em seca.

Prestes a naufragar
e me dividir, sem domar.
Dei-me o vencido
pela dimensão
das palavras
em que chafurdam
novos símbolos
aguardando ofertam
à trivial teima numa certeza
se estende na ocasião.
Os tratados na feitura
ao sol caminhamos
abaixo
ainda caminhamos nesse sol.
Absorvendo os signos
que nos sobraram
como legado,
propriedades do caso - coro:


Solto
nosso amor constrói
seus vaidosos motivos
pra que as horas enganchem
e eu possa ao menos te dar
um beijo de fotonovela.



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