à porta via você muitas luzes acesas
que dobra a calda
seus dedos nivelando espelhos
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A vida combalida
presa nessa estrutura.
Aos fatos endividados.
Passei tanto dos desejos que eles agora são estrelas no céu de nossas noites. Canto, migrando entre as aspas.
Antes que me venham as escolhas estou prestes a concentrar num verso o que mesmo a sombra espalha em seus conselhos.
Não dá pra ver que as estrelas têm um brilho molhado quando chove?
Perceba, existe um grande elo abraçando num amor que não rareia.
∞
Participar antecipando os votos certamente cedidos nessas linhas na intenção para sempre distinta. Graças ao desejo entre o cuidado e o que lhe toque nesta canção. Prêmios te dão!

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∞
Não me fale de política, eu tenho cisma com essa mania de poder.
Embora a política me falando com amor eu dispenso, num favor, na eleição dos carinhos meus, sorteados.
Aí Chegou vc pensando em ficar, para sempre fria, em botão.
Quero antes poder falar com paixão das coisas que sei – inventei – vivi – senti...
Usando uma beleza em sorriso de chamar sua atenção. Coisa que eu sei. Vivendo assim feito um amor de revista. Que eu sei. Assim florido como cortina de chita, eu sei. Fazer desse amor uma enorme oração sem começo nem fim... Sendo dois?
∞
Nada subtrai o elo em segredo entre as duas pessoas. Pedra em que nenhum sábio lerá nas entrelinhas.
Vago demais
sem saber
sem explicar
sem ver
Rapaz que coisa
sempre esse hábito de fugir
antecipando um fim
Atravessando a vida
Partindo para sempre
Sem dizer o Porquê
vc quis fugir
sem explicar
Antecipando uma ida
nesse vago que fez
Ficou uma falha
era minha ilusão
que contássemos a história
era nossa missão
num sorriso sem fim
Naquele alegre sonho
Contando nós todos
antigos na vida
Fiquei sem entender
o que faz a razão
nestes dias em que
a explicação
implode sem dados
calam num absurdo
Seu corpo podre e mudo jaz
neste lacrado caixão
que a toa ignoras
deixa um lembrete
um recado em provisão
estimamos o futuro
como num rumance
de livro guardado
Colecionamos os fatos
esquecemos os fardos
e vamos vivendo
num conto rápido
que não nos espera
e invade nossas casas
à hora da mesa
Sente o momento
é a sequencia nobre de gentilezas com nós mesmos que aponta as ondas solícitas do destino recuperando o amor [da pressa] [na pressa] [há pressa] saindo devagar com nossas alegrias e dores aos recantos de nossa imensidão.
Chamam a isso alma, a consequência dos nossos altos e baixos [desafinação – afinação] [duvidas? Certezas!] alterando paradigmas, respeitando o limite da antecipação dos fatos,
jamais sofrer ansioso!
Quisera abstrair numa melodia
vaidosa e simples
a atenção
expulsando num ruído esses...
Com os grilos no canto
Queira devotar uma oração
[especial e relaxada]
analisando e agradecendo
com vírgulas, sem ponto:
tudo preto no branco!
Quero alimentar-me da solução precisa
sustentando na habilidade
um barroco ≠, consentido,
com os sentidos abraçando a Paz
feita de presentes
no momento presente!
Pressentir Criaturas
que fizeram de seus anseios
revolução para todos
dia após dia
Sendo um e muitos
dia a dia
desperto!
Aerostato
Arte no Homem do Vale
aerostatousina.blogspot.com
Sentir a música é uma evolução na humanidade, com um pouco de entusiasmo. A mais introspectiva melodia nos dar, ao saber, o caráter de toda uma arte.
Assim como os tambores pré-históricos animaram nossas fogueiras o que é SINT [de sintética] em música alimenta um espírito primitivo residente
mú.si.ca
Letra: Michaelis
s. f. 1. Arte e técnica de combinar
sons de maneira agradável ao ouvido.
2. Composição musical. 3. Execução
de qualquer peça musical.
4. Conjunto ou corporação de músicos.
5. Coleção de papéis ou livros em que estão
escritas as composições musicais.
6. Qualquer conjunto de sons.
7. Som agradável; harmonia. 8. Gorjeio.
9. Suavidade, ternura, doçura.
10. Fam. Choro, manha.
O bom questionamento inclui no sentido os ruídos produzidos pelas diferentes máquinas, com ou sem nossa atenciosa regência e observação.
Dos motores e aparelhos elétricos salta um arranjo mixado aleatoriamente aos sons da fala, com os jingles publicitários, o rádio sintonizando um jabá, do corpo mesmo arrastando uma função, etc. Concorrem concertando uma sinfonia que ou acalma ou morde o já atacado juízo imprevidente. Animada por essa orquestra nossas relações interpessoais são cheias de memórias, coisa pelo bem sentido, sabido, que somente nos acomete com os aromas, sendo nesse caso o olfato mais preciso, imediato. Um ruído bem empregado faz maravilhas ao cérebro da gente, pesquisas não muito divulgadas relatam que mesmo as plantas sentem e reagem ao som do ambiente.
Acabo de ser apresentado a uma jovem através de um livro que me caiu na leitura [textos dos anos 30 do século passado], de educadora reformista e brilhante ativista na política trabalhista ela se entregou ao desumano trabalho nas fábricas daquela época para sentir e analisar o que representava o trabalho com as máquinas para o esforço, o espírito e a razão humana. A usina, enquanto drama, ensaiou em Simone [Weil,1909-1943] a impressionante iluminação de que o ser, sendo filho dos sentidos, submetido aos rigores do convívio com o som caótico que exala da máquina se embrutece, anestesiado pelo ritmo em desajuste com o seu organismo. O desenraizamento era um tema constante de suas anotações.Numa visionária pauta das reivindicações proletárias ela nos sugere que até mesmo os barulhos sonoros desses “instrumentos” devem ser ajustados ao sentido humano.
Como necessidade um maestro faria, dos ruídos despertados da matéria bruta, uma melodia que melhorasse as relações entre os indivíduos cotidianamente sujeitos a esse impasse. Lendo esse texto lembrei que a idéia central de dançando no escuro [dancing in the dark, de Las Von Trier] pode ser essa música eletrônica acordando das máquinas, acho que 70% da música que é consumida mediante canções Pops são produzidas sinteticamente. Já nos anos
Demora um pouco as obras que estão na moda me chegarem à leitura, por vezes a aceitação na oferta só me faz guardá-las em casa esperando o meu sorteio para assimilação, esse filme mesmo vi apenas há uns meses atrás, já conhecia a resenha, trilha sonora, conheço Las e Bjork de primeira hora, mas vá lá... estímulos normalmente só me alcançam significativos ao meu ritmo, o da casualidade. É mágico ver como a literatura, a música e o cinema me chegaram para esta nova utopia: alguma coisa muito bonita e coerente está acontecendo com a gente, a terra está nos ensinando a amá-la, respeitá-la, como a grande mãe que também deveria ser a escola, a cidade, a usina/fábrica. E é lindo e acertado o que Simone escreveu pra nós: “Que o ser não só saiba o que faz, mas, se possível, perceba o uso. Perceba a [sua] natureza modificada por ele. Que pra cada um, seu próprio trabalho seja um objeto [motivo] de contemplação.”
Platão orava que a sociedade é um organismo, grande e animal, que somos obrigados a servir e alimentar e que temos a fraqueza de adorar. E analisando essa metáfora legado deste grego [o orador do sujeito x objeto] devemos ainda nos perguntar:
E lembrem-se: A verdadeira arte é não se isolar...
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∞
Divino, soma
os múltiplos caprichos
que te abrasam
será, do ser, tua graça.
E, como eu sei,
nenhum maestro
há de fazer, de ti,
nobre inconteste.
Enorme, recorre à vida.
Essa via conduzindo
aos milhares os melhores.
Vai! à barca vai...
A vida te abarca.
∞
chove
pela noite
ofertando
uma canção
que pinga
sons
pelas telhas
abraçados
chovendo
chove
pelos dias
anunciando
uma fartura
aos vegetais
∞
Esqueci o que foi antes
o que vc foi antes
antes de vir
participando
em tudo
como um cinzel
um lustre
antes de dormir.
∞
Alude a qualquer tipo de emoção
e não deixa de saber-se aonde
murmuram os novos desejos
que saltam para fora, pelo campo afloram.
A poesia maluca
não desconta, atriz conserva
sem limites
essas estragadas letras
que ferem... ao peito de quem fede.
∞
Em seu tempo, num só ato
vim verter-te
num rabisco seus traços
entre os sorrisos de não esperar
vasculhando a noite
em meu porão.
Nesse sono assim
que afago.
Na madrugada te recolho
nas calçadas.
Em seus olhos,
desse azul puríssimo,
mergulha meus desejos na manhã.
Acordo seco, ainda
teu vinho habita meu hálito,
antes que eu esqueça e calcule
as perdas e consiga outro horizonte
que sobra.
Feito uma lembrança festiva
dos desejos de amanhã.
∞
Eu quero um sapato
que não machuque meus pés!
Macacos me mordam...
Fazendo algodão das minhas centelhas.
Abraçando a minha fé,
nesse novo amanhã, que sempre festeja.
A vitória sobre essa porcaria de crise, inventada por esses brutos do lucro que não estabelecem, obedecem a ordens. Não!
Eu quero um sapato
que não machuque meus saltos.
E quero um sorriso
pra suprir de sorrisos
a geladeira do dia.
Ser tão bom
fosse à desculpa
que sorrir e levanta os astrais.
∞
Na banca...
Antes de sumir
formou-se um elo
entre as bochechas.
Atendendo os apelos,
operando milagres
dispensados na pressa
na solene hora
em divertida hora
em que machuca ou salta
entre os anéis na força.
Operando os mil laços que fosse o que fosse teria que partir.
Não quero saber, não quero mais, essa novela é estranha.
Esconde e talha a sinceridade do seu conto.
Aproxime a conversa da hora, atrapalha se não vem somando e fique prestes a sorrir. Estou sempre pra consumir, recolher os carinhos que deixastes soltos pelo colchão, debaixo dos lençóis.
Feito um velha amazona.
∞
Minha escrita ainda é sexy...
Hora veja!
Tenho fixação na frase oral.
∞
Aspirei a casa, está engraçada, nessa umidade que assume as paredes apostam uns fungos, ainda medidos num juízo, pelos palmos submersos. Sempre quero, fazer de ti, esta colina mãe, refazendo os dias e as noites os escritos plantam as ordens que faltaram aos seus cuidados.
Não abandona seu firmamento, escala as paredes e agora selvagem pisa os banidos, pisa os fracos anseios com passos fortes e seguro de tudo que é sua força e dom esmaga esses brutos, se te assombram, num pesadelo de ti.
E quando fortes tiveres
que refazer contente um histórico,
marcando a tua estrada,
ampara-te no bom.
Esquece os infelizes, dolosos,
os fracos na tua aposta.
Por deus, sabido.
Isola-se no bem, não há pecado.
Explora os prejuízos
catando da glória, ainda é segura,
as nobres venturas.
Por deus, contido.
∞
Cante!
Uma fé constrói
milagres.
Conte!
Um sorriso refaz
milhares.
∞
Prezando a timidez, eu não sei se serei o dono desse castelo.
A construção não se afasta do hálito dos que trabalharam
erguendo, neste pão, esta, da alma, masmorra.
Não abandonar o sentido que espera continuar assumindo um dom, em sua guarida.
∞
Sem ser filme de terror,
Assim nos mostra a história,
Mesmo ao mais coberto de glórias,
A velhice é um pavor.
Assusta até o doutor
Sem remédio em solução,
Derruba qualquer barão
Ao mendigo, ela executa.
Aproveite a vida é curta
Assim diz a mocidade.
Pra mim perdeu o valor,
O sujeito displicente
Que nos diz de seu repente
A velhice é um pavor.
Se fazendo de doutor,
Julgando pela idade,
Nisso faz barbaridade.
A juventude é presente
Na saúde inteligente, decente,
Assim diz a mocidade.
A saúde é um valor,
Disso sabe o previdente
Quando fala displicente,
A velhice é um pavor.
Fazendo disso um horror,
Ele esquece que a idade
Nisso faz barbaridade.
Viver a vida contente
Na saúde inteligente,
Assim diz a mocidade.

∞
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