10 de jun de 2009


Divino, soma
os múltiplos caprichos
que te abrasam
será, do ser, tua graça.

E, como eu sei,
nenhum maestro
há de fazer, de ti,
nobre inconteste.

Enorme, recorre à vida.
Essa via conduzindo
aos milhares os melhores.
Vai! à barca vai...
A vida te abarca.



chove
pela noite
ofertando
uma canção
que pinga
sons
pelas telhas
abraçados

chovendo
chove
pelos dias
anunciando
uma fartura
aos vegetais


Esqueci o que foi antes
o que vc foi antes
antes de vir
participando
em tudo
como um cinzel
um lustre
antes de dormir.




Alude a qualquer tipo de emoção
e não deixa de saber-se aonde
murmuram os novos desejos
que saltam para fora, pelo campo afloram.

A poesia maluca
não desconta, atriz conserva
sem limites
essas estragadas letras
que ferem... ao peito de quem fede.


Em seu tempo, num só ato
vim verter-te
num rabisco seus traços
entre os sorrisos de não esperar
vasculhando a noite
em meu porão.

Nesse sono assim
que afago.
Na madrugada te recolho
nas calçadas.
Em seus olhos,
desse azul puríssimo,
mergulha meus desejos na manhã.

Acordo seco, ainda
teu vinho habita meu hálito,
antes que eu esqueça e calcule
as perdas e consiga outro horizonte
que sobra.
Feito uma lembrança festiva
dos desejos de amanhã.


Eu quero um sapato
que não machuque meus pés!

Macacos me mordam...
Fazendo algodão das minhas centelhas.
Abraçando a minha fé,
nesse novo amanhã, que sempre festeja.

A vitória sobre essa porcaria de crise, inventada por esses brutos do lucro que não estabelecem, obedecem a ordens. Não!

Eu quero um sapato
que não machuque meus saltos.
E quero um sorriso
pra suprir de sorrisos
a geladeira do dia.

Ser tão bom
fosse à desculpa
que sorrir e levanta os astrais.


Na banca...
Antes de sumir
formou-se um elo
entre as bochechas.
Atendendo os apelos,
operando milagres
dispensados na pressa
na solene hora
em divertida hora
em que machuca ou salta
entre os anéis na força.

Operando os mil laços que fosse o que fosse teria que partir.
Não quero saber, não quero mais, essa novela é estranha.
Esconde e talha a sinceridade do seu conto.
Aproxime a conversa da hora, atrapalha se não vem somando e fique prestes a sorrir. Estou sempre pra consumir, recolher os carinhos que deixastes soltos pelo colchão, debaixo dos lençóis.

Feito um velha amazona.


Minha escrita ainda é sexy...
Hora veja!
Tenho fixação na frase oral.


Aspirei a casa, está engraçada, nessa umidade que assume as paredes apostam uns fungos, ainda medidos num juízo, pelos palmos submersos. Sempre quero, fazer de ti, esta colina mãe, refazendo os dias e as noites os escritos plantam as ordens que faltaram aos seus cuidados.
Não abandona seu firmamento, escala as paredes e agora selvagem pisa os banidos, pisa os fracos anseios com passos fortes e seguro de tudo que é sua força e dom esmaga esses brutos, se te assombram, num pesadelo de ti.
E quando fortes tiveres
que refazer contente um histórico,
marcando a tua estrada,
ampara-te no bom.
Esquece os infelizes, dolosos,
os fracos na tua aposta.
Por deus, sabido.

Isola-se no bem, não há pecado.
Explora os prejuízos
catando da glória, ainda é segura,
as nobres venturas.
Por deus, contido.


Cante!
Uma fé constrói
milagres.

Conte!
Um sorriso refaz
milhares.


Prezando a timidez, eu não sei se serei o dono desse castelo.
A construção não se afasta do hálito dos que trabalharam
erguendo, neste pão, esta, da alma, masmorra.
Não abandonar o sentido que espera continuar assumindo um dom, em sua guarida.


(de um antigo mote que sem glosa erra solteiro...)



Sem ser filme de terror,
Assim nos mostra a história,
Mesmo ao mais coberto de glórias,
A velhice é um pavor.
Assusta até o doutor
Sem remédio em solução,
Derruba qualquer barão
Ao mendigo, ela executa.
Aproveite a vida é curta
Assim diz a mocidade.


Pra mim perdeu o valor,
O sujeito displicente
Que nos diz de seu repente
A velhice é um pavor.
Se fazendo de doutor,
Julgando pela idade,
Nisso faz barbaridade.
A juventude é presente
Na saúde inteligente, decente,
Assim diz a mocidade.


A saúde é um valor,
Disso sabe o previdente
Quando fala displicente,
A velhice é um pavor.
Fazendo disso um horror,
Ele esquece que a idade
Nisso faz barbaridade.
Viver a vida contente
Na saúde inteligente,
Assim diz a mocidade.

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